Uma cela fria e escura, com um companheiro ladrão, essa foi
minha situação até hoje, nesta manha gélida será executada minha sentença, a
morte. Todos os dias que passei dentro dessa prisão, foram se assim posso dizer
os melhores dias da minha vida. Vive com vários homens e conversei muito com
eles, quantos motivos para matar, motivos que você não conhece a metade, uns
mataram por amor, por não conseguir ver sua mulher com outro homem, e ainda ver
que o sorriso que ela estampara no rosto não seja sua obra. A maioria desses
homens tinham motivos, mas eu não, eu era um homem de meia idade com uma arma
na mão e um sonho na cabeça, ver todos a minha volta, mortos. Você pode achar
isso egoísmo, mas veja bem, estou libertando as pessoas para um futuro melhor,
onde as pessoas se respeitam, onde os valores ainda não foram perdidos, estou
levando as pessoas para um lugar onde não existi pessoas como eu, um lugar onde
os pais saibam criar seus filhos, para que assim, não se transformem em monstros
iguais a mim. Veja só esse mundo precisa de loucos iguais a mim, precisam de
ladrões, estupradores, esse mundo aqui é seu verdadeiro inferno e nos somos os
demônios. Hoje caminho lentamente para a minha sentença, enquanto caminho por
esse corredor escuro e úmido, lembro-me das pessoas que matei... Não me
arrependo, todas elas mereciam a morte, eram boas pessoas para o mundo tão
horrível igual a esse. Olhei para os lados, todos meus amigos me observavam com
medo, não respeito, nesse lugar ninguém se respeita, somente se teme, quando o “carrasco”
estava preparando minha poltrona lembrei-me de minha mãe sempre ausente e meu
pai alcoólatra, quando sentei, lembrei-me do sangue da primeira mulher que
tinha em mãos, quando ele colocou aquela espécie de panela com uma esponja na
minha cabeça, lembrei-me da felicidade que sentira por matar as pessoas, quando
ele colocou o capuz em minha face lembrei-me que o mundo poderia ser um lugar
bom se muitos não pensassem iguais a mim, quando ele ligou aquelas eletricidade,
senti um grande alivio agora o demônio estava morto, e minha alma livre.
Somos duas pessoas que gostam de escrever. Eu com meus receios, e ela com suas fantasias."As portas que conduzem ao êxito literário têm cães de guarda: os editores, que são escritores fracassados."Então sejam os nossos, boa leitura.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
What the fuck is wrong with my mind?
Joguei-me de
costas na cama, soltando junto um profundo suspiro. Fechei os olhos, sentindo
toda a escuridão do quarto tocar minhas pálpebras. A janela semiaberta deixava
uma luz de fim de tarde entrar no recinto, e era por meio dessa luz que eu
conseguia enxergar minhas mãos suadas. Sentei-me. Agarrei um maço de cigarros
do bolso do casaco que estava usando, e um isqueiro do bolso oposto. Encaixei-o
entre lábios e acendi. Era como se todas minhas preocupações e receios fossem
embora naquela primeira tragada, e voltassem com a fumaça que eu soltava pelas
narinas. Deitei novamente no acolchoado. Era tudo confuso, eu queria realmente
sumir daquele lugar. Queria ir embora, quem sabe recomeçar uma nova vida, ou
qualquer coisa assim. Queria dizer adeus a meus amigos e amantes, queria dar
tchau pros meus pais e “poff” sumir. Tantos pensamentos corriam por minha
mente, tantas coisas inacabadas, a única coisa que se passava por minha cabeça,
no entanto era “Por que diabos estou aqui?” Já era pra meu tempo na terra ter
expirado fazia tempo. Eu era uma existência vazia e enojada que vagava as
vielas escuras e frias a procura de um motivo pra viver. Toda vez que virava
aquela garrafa suja de uísque, era pra ver se me encontrava no outro canto do
vasilhame.
Aliás,
esqueça sobre amigos e amantes. Amigos eu tive poucos, amantes, nenhum. Quem
sabe apenas uma namoradinha no colegial, mas nada que passasse de uma
paixãozinha platônica. E os amigos que me restaram, o inferno para eles. Amigos
não deixam que você se afunde dessa forma. Ou pelo menos, estariam se afundando
comigo.
E meus
pais... Nem sequer sabem onde estou. Fugi de tudo quando era novo, e não queria
mais me encontrar. Era difícil, difícil perceber que o que lhe resta é o fundo
de um poço úmido e escuro. Era mais difícil ainda perceber que é tudo culpa
sua. Que é sua culpa estar desse jeito. E que nada, nada vai mudar.
Levantei-me
da cama e me virei para a janela, abrindo-a mais um pouco e sentindo o ar
gélido beijar meu rosto. Respirei fundo, sentindo minhas vias respiratórias
tilintarem de frio. Podia parecer estúpido, mas eu estava num estado de
depressão tão grande que eu conseguia sentir vida apenas nessa puxada de ar
fresco. Eu poderia sentir vida vindo dos cantos imundos do quarto, onde as
baratas repousam. E talvez fosse disso que eu precisava. Vida. Infelizmente,
não é algo que você compre em pacotinhos ou vidrinhos para a viagem. Vida era
algo difícil de se encontrar, árduo para conquistar e mais difícil ainda para
se manter. Alguns se encontravam na religião, outros em um grande amor. E eu,
encontrava vida no ar que regava meus pulmões maculados com fumaça.
Por fim,
acabei deitando-me de novo na cama. A tarde acabara, o sol se punha e a noite
viera. O quarto estava silencioso e escuro.
Fechei os olhos novamente e dei a última tragada em meu cigarro.
Atirei-o no chão, murmurando um silencioso “Foda-se isso.” Mesmo que ninguém
fosse ouvir.
No outro
dia, eu arrumaria minhas coisas e procuraria mais. Mais desse ar, mais de algo
que me guiasse a continuar vivo.
É incrível a
quantidade de coisas que surgem enquanto você acende um cigarro.
Faça por onde
Faça por onde, não me recordo a primeira vez que ouvi essa
palavra, talvez tenha sido de algum moralista hipócrita, mas todos nós somos
hipócritas, criticamos as pessoas sem nos mexer, jovens dizem “Vamos
revolucionar o mundo, iremos, somos o futuro da nação”, mas esses mesmos jovens
não sabem se limpar sozinhos, veja só, estou sendo hipócrita por isso, por
criticar os outros, todos nos temos defeitos, principalmente esse humilde
narrador, ó meus irmãozinhos, e você deve estar pensando, que sou um hipócrita por
falar dessa maneira, mas você é o mesmo que eu, um saco de carne cheio de
defeitos, então nunca olhe alguém por cima, a não se se for para lhe ajudar a
levantar. Faça por onde. Então vá lá jovem, faça por onde, tente arrumar sua
casa antes de sair falando mal dos outros, e depois que fazer isso talvez passe
um tempo fazendo o que gosta, oras veja só, minha casa esta desarrumada.
ORGANICO
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Promessas
Hoje depois que sai dos meus afazeres, passei por uma igreja,
dentro da cuja encontrei duas velinhas. Acho que as igrejas são cheias de
velhos por medo, ele pensam, “Estou morrendo mesmo, nada melhor que me
arrepender de tudo de errado que fiz”. Bem eu entrei na tal igreja e comecei a
caminhar lentamente até ao altar, enquanto caminhava lembrei-me de toda minha
formação religiosa, outrora quando meus pais me obrigavam a ir para aquelas
aulas de cristianismo e até mês passado quando eu lera sobre o budismo
tibetano. Quando cheguei ao altar olhei para o centro e lá estava um homem de barba com os braços abertos,
sangrando e agonizando no final de sua vida, acho que chamavam ele de messias,algo
assim. Virei-me e olhei novamente aquelas velhas ajoelhadas e concentradas,
“Estão mortas” pensei comigo. Fui até lá e ajoelhei no meio delas, e comecei a falar
com um velho de roupa branca sentado em um trono de madeira.
- Você é Deus? Aqueles que todos veem pedir favores?
Ele não me respondeu, quando vi tinha falado isso em voz
alta, e uma das velhas começou a falar comigo:
- O que há meu jovem?
Eu disse:
- Isso que te pergunto minha senhora? Por que precisas de
tanto apoio? Não consegue enfrentar a vida sozinha?
Logo me respondeu:
-Já consegui, mas como pode ver na minha pele os anos se
passaram e eu fui apodrecendo, hoje preciso apoio, preciso de uma fé, uma luz
no final do túnel, alguém que bata nas minhas costas e diga, vá lá você
consegue. Como queria ser jovem e curioso como você menino, mas não sou, eu
vivo os anos que deus ainda me da e rezo todos os dias para que o amanha
chegue.
- Você tem razão... Essa humanidade precisa de um “freio”,
algo que faça elas saberem que a limite, o que seria certo e o que é errado.
-Meu jovem você pode não crer em meu pai, mas eu sei que
você será alguém muito bom nessa vida, e para isso não precisa crer em mim ou
no meu pai. Deus te deu o direito do livre arbítrio e você o usa com sabedoria.
Depois disso não aquela velha não ouviu mais nenhuma clamor
de minha boca. Depois de um tempo me levantei e abri os olhos, quando olhei
nada estava do meu lado, nenhuma das duas velhas. Fui novamente eu até o altar
e disse para um coroinha que arrumava as coisas para a missa das 3 horas:
-Meu jovem você viu as duas senhoras que estavam do meu
lado?
Ele me respondeu um tanto quanto apressado:
-Não tinha ninguém ao seu lado, senhor.
E meus amigos, esse foi o dia que eu falei seu
messias chamado jesus. ORGANICO
Are you afraid of death?
“Ann, sabe no
que andei reparando?” John disse, enquanto acendia um novo cigarro. “O quê?” A
garota respondeu, assoprando fumaça contra o vento. ”Desde pequenos, nós
esperamos algo de nossas vidas.” A outra parecia não entender o que ele queria
dizer. “Como assim?” Ela perguntou, estendendo uma das mãos para que ele
passasse a garrafa de uísque. “Nós esperamos que vamos crescer. Certo? Vamos
estudar, ter amigos, ir em festas. Beber muito, conhecer pessoas incríveis com
quem vamos querer algo a mais. Vamos ter esses algo a mais com elas, vamos
entrar em uma faculdade, vamos seguir um curso que gostamos, vamos ficar ricos.
Vamos cansar dos algo a mais e vamos querer algo pra sempre. Casar, ter filhos,
construir uma família. Depois, envelhecer ao lado de quem você ama, e por
último, morrer. Não é isso que esperamos?” Ele passou a garrafa para ela, dando
uma tragada em seu cigarro e agora olhando para o céu. Tantos pensamentos
corriam por sua mente, e a garota parecia não acompanhar tão bem. “Bem... Sim,
eu acho. Todo mundo quer ter uma vida assim.” Ela arqueou as sobrancelhas. Ele
não dizia isso bêbado, já que o lacre da garrafa fora recém-arrancado. “Mas nós
não esperamos os imprevistos. Diga-me, Ann, se um carro de um motorista bêbado
passasse por essa rua agora e matasse nós dois, todos nossos planos iriam água
abaixo. Não? Entende como morrer é fácil? Algum dia vai ser nosso último dia de
vida, e nós não vamos saber quando. Vamos estar ali, vivos, e num piscar de
olhos, vamos ter deixado tudo para trás, e estaremos caminhando em direção de
um desconhecido maior. Talvez iremos para o céu, ou para o inferno. Talvez
iremos para o fundo da terra, para que os vermes nos devorem. Ann, diga-me,
você tem medo da morte?” A garota a esse ponto apenas fitava-o e não dizia mais
nada. Ela assentiu, dando outro breve gole na bebida. “Entende como isso é
inútil? Esse medo não vai impedir que aquele carro venha aqui e nos atropele. Aliás,
nada vai impedir. Nossa única certeza é a morte. Não é meio assustador
pensarmos em tudo isso? Ann, o que você fez até agora? Eu tenho apenas 18 anos,
acabei de terminar a escola. Ainda não passei em vestibular algum, não vivi um
grande amor, não fui rico, sequer feliz. O que aconteceria se eu morresse
agora? Seria uma vida incompleta. Somos tão jovens, Ann. Nós não temos noção
disso.” Ela estava levemente boquiaberta. “John, está tudo bem com você?” Ela
devolveu a garrafa a ele, que logo virou ela no gargalo. Fez uma pausa,
pigarreando para limpar a garganta. “Não, mas vai ficar. No dia que eu ter
certeza que todo o tempo de minha vida realmente valeu a pena. Talvez esse dia
nunca chegue, talvez eu morra antes de presencia-lo. Mas como eu disse, somos
tão jovens, não é?” Ela encarou ele por alguns instantes, mas depois acabou
assentindo.
Longa
Novamente
estava eu ali, andando pela chuva e não correndo como as outras pessoas. Acho
estranho como me comporto perante a uma tempestade, porque se você for parar
para pensar não a mínima necessidade de correr, você vai acabar se molhando de
uma maneira ou de outra, mas devo confessar que gosto de ver as pessoas
correndo como ratinhos assustados... Muitas dessas pessoas não gostam de
chuvas, mas eu gosto, gosto de tudo aquilo que enche o saco e vai embora, gosto
daquele cheiro de terra ou asfalto molhado e gosto de videar aquelas gosta
caindo lentamente de folha em folha até assim atingir a terra. Encontrei ali no
meio daquela chuva preguiçosa um velho amigo de infância, eu não reconheci ele,
muito menos ele me reconheceu, mas sei que era um amigo de longa data,quando vi
em seu rosto um sorriso enquanto caminhava naquele preguiçosa chuva. ORGANICO
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